| Publicado em
3 de outubro de 2019 22:11

O BTG de Paulo Guedes na mira da lava-jato

Pra quem não sabe, o atual Ministro da Economia do nosso país, o Dr. Paulo Guedes, foi responsável pela fundação e operação de uma das maiores instituições financeiras do brasil, o BTG Pactual: banco de investimento que administra grandes ativos.

Em meados de 2010, até 2012, o BTG administrava um fundo de investimentos chamado Bitang FIM que obteve retornos extraordinários.

No dia 03 de outubro de 2019, descobriu-se o porquê este fundo administrado pela BTG teve tamanho retorno: ele jogou com as cartas marcadas.

Todo mundo sabe que no Brasil o capital só cresce realmente se estiver em relação de promiscuidade com o poder. Isso acontece desde a nossa colonização e ocorre porque nunca houve uma separação clara do que é público e do que é privado, quem explica isso muito bem é o autor Raymundo Faoro em os Donos do Poder, fica aí uma boa dica de leitura.

Basicamente, a iniciativa privada no Brasil acaba se utilizando daquele político que é seu compadre (ajudou a eleger, amigo de longa data, parente, etc.) para ganhar um contratinho público aqui, para obter uma informação privilegiada ali e, sobretudo, para encher os bolsos com o que é nosso.

Não foi diferente no caso deste fundo administrado pelo BTG: o sujeito que era cotista do fundo obteve informação privilegiada, segundo Antônio Palloci (corrupto e delator na lava-jato), em relação à taxa SELIC e apostou no mercado tendo a vantagem de saber como ele se comportaria no futuro.

O BTG lançou nota para preservar a sua imagem, alegando que o supramencionado sujeito não tinha nenhuma relação de trabalho com a instituição financeira e que ela somente fazia o papel de administradora.

Não se sabe até onde vai a culpa do BTG pelo incidente, porém, tem-se a certeza de que a classe dos banqueiros no Brasil é tão ou mais corrupta que a dos empreiteiros.

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Sabe por quê?

Porque no Brasil o Estado é a grande alavanca da iniciativa privada e aqui somente um tipo de cidadão se dá bem: o corrupto.

Alavancar-se com informação e patrimônio público é a expertise do banqueiro brasileiro.

Conclusão

Muitas máscaras cairão e os bom moços de hoje serão os vilões de amanhã.

Espera-se que o Sr. Paulo Guedes seja tão bom moço quanto anuncia, porém, ele é brasileiro, rico, banqueiro e participa ativamente da política.

E o que as probabilidade apontam?

Que vai cair.